A Polônia, com um crescimento de 14%, e os EUA, com um aumento de 12,3%, foram os mercados que mais cresceram no turismo doméstico em julho, mês em que tanto o número de hóspedes quanto as receitas voltaram a evoluções favoráveis, de acordo com dados divulgados pelo INE.

O setor de hospedagem turística registrou 3,4 milhões de hóspedes no mês passado, um aumento anual de 4,3%, e 9,4 milhões de pernoites, um aumento de 3,5%. Esse crescimento superou o registrado em junho (2,4% e 3,1%, respectivamente). O crescimento foi mais forte entre os residentes (+ 6,7%) do que nos mercados estrangeiros (+

2,2%).

Entre os 10 principais mercados de origem, a Polônia teve o maior crescimento, seguida pelos Estados Unidos, que destronaram a Alemanha como o terceiro maior mercado. O Reino Unido manteve sua primeira posição, contribuindo com um crescimento de 1,8%. O número de turistas da França, Brasil e Holanda também diminuiu, caindo 3% em todos os casos.

No mês passado, foram geradas receitas totais de €891,1 milhões, 10,6% a mais que no mesmo período do ano passado, das quais €701,6 milhões vieram de acomodações, que cresceram 9,2%. A receita média por quarto disponível aumentou 5,1% para €101,1, e a receita média por quarto ocupado aumentou 5,6%

para €151,8.

Isso ocorre apesar da taxa de ocupação de leitos ter caído 1,3 pontos percentuais para 58,1%, e da taxa de ocupação de quartos ter caído ligeiramente (-0,3 pontos) para 66,6%.

O crescimento da atividade turística foi nacional, mas foi mais robusto no Alentejo (+9,8%) e na Região Autónoma da Madeira (7,2%). Os menores aumentos, de 1,9%, foram observados nas regiões da Grande Lisboa e Algarve

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Entre janeiro e julho, o turismo português já registrou 45,6 milhões de dormidas (+2,7%), €3,88 bilhões em receita total (+8,4%) e €2,97 bilhões em receita hoteleira (8,3%).