O contrato para o projeto, orçado em 108 milhões de euros, foi assinado na terça-feira, 21 de abril, pela empresa, pelo desenvolvedor do projeto e pelo empreiteiro, o consórcio luso-espanhol formado pelas empresas Luságua, Aquapor e GS Inima, informou o desenvolvedor em um comunicado de imprensa.
O consórcio de empresas será responsável por operar o projeto por três anos após a conclusão das obras, de acordo com um comunicado da Águas do Algarve.
Obras autorizadas
De acordo com o órgão responsável pelo sistema multimunicipal de abastecimento de água e saneamento da região, o início das obras foi autorizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “após a conclusão da avaliação dos elementos preliminares estabelecidos na Decisão de Conformidade Ambiental do Projeto de Implementação (DCAPE), emitida em
novembro de 2025.A viabilidade do projeto está, no entanto, “condicionada ao cumprimento de um conjunto rigoroso de medidas de mitigação, minimização, monitoramento e compensação ambiental”, afirma.
A infraestrutura faz parte da estratégia nacional para fortalecer a segurança hídrica e se adaptar às mudanças climáticas, com o objetivo de garantir uma nova fonte de água potável para o Algarve, uma região particularmente vulnerável à seca.
Capacidade
A Usina de Dessalinização de Água do Mar (EDAM) terá inicialmente capacidade para produzir 16 hectômetros cúbicos de água por ano, com potencial de expansão para 24 hectômetros
cúbicos.“Essa expansão será crucial para garantir o abastecimento público, apoiar as atividades econômicas e reduzir a pressão sobre as reservas de água doce, fornecendo uma fonte alternativa robusta e estratégica”, afirma a empresa.
O processo utilizará tecnologia de dessalinização e sistemas de eficiência energética, incluindo recuperação de energia, para reduzir o impacto ambiental.
De acordo com o desenvolvedor, o projeto também inclui medidas para proteger os ecossistemas marinhos e terrestres, bem como ações para salvaguardar e monitorar quaisquer descobertas arqueológicas, culturais ou paisagísticas durante a construção.
A central de dessalinização do Algarve, a primeira central de dessalinização de água do mar para abastecimento público no continente português, faz parte do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, que se enquadra no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).





