O financiamento faz parte de um programa de subsídios de acesso limitado com uma alocação total de €9,72 milhões destinado a apoiar orquestras ativas com status regional.
Cada orquestra se beneficiará de €3,24 milhões durante o período de quatro anos. O financiamento segue as mudanças legislativas feitas em novembro de 2023, que reforçaram os critérios para alcançar o status de orquestra regional. Essa designação agora só pode ser concedida por meio de chamadas competitivas ou restritas, tornando o processo mais rigoroso.
O esquema de apoio é designado para garantir a estabilidade financeira e o desenvolvimento sustentável das orquestras regionais. Também visa promover um acesso mais amplo à cultura, celebrar a herança musical e descentralizar as ofertas artísticas em Portugal. De acordo com a DGArtes, as orquestras devem manter um programa diversificado e regular, com foco na música clássica, composições nacionais e contemporâneas, iniciativas educacionais e envolvimento da comunidade em suas respectivas regiões — Norte, Centro e Algarve.
Fundada em 1992 e sediada em Amarante, a Orquestra do Norte tem se apresentado extensivamente em Portugal e no exterior. No entanto, a orquestra enfrentou recentemente desafios financeiros, com seu comitê de trabalhadores relatando repetidos atrasos no pagamento de salários.
A Orquestra Filarmonia das Beiras, ativa desde 1997 e sediada em Aveiro, é conhecida por seu trabalho com escolas e jovens músicos. Já organizou competições de regência e canto, bem como projetos de música escolar, e colaborou com artistas renomados, incluindo José Carreras e
Mariza.Fundada em 2002 em Faro, a Orquestra do Algarve tem forte apoio municipal e institucional e lançou um coral comunitário em 2019 para promover seu alcance cultural.







