De acordo com a AIMA, os requerentes que utilizem os seus formulários de contacto online devem certificar-se de que a grafia, a ordem e a formatação dos seus nomes são idênticas em todos os documentos antes de submeterem pedidos de informação ou esclarecimento.
A agência alerta que discrepâncias entre passaportes, vistos de residência e documentação de apoio podem fazer com que os pedidos sejam assinalados para verificações adicionais, o que pode atrasar o processamento ou obrigar os requerentes a apresentar documentação adicional para confirmar a sua identidade.
Esta questão tem afetado particularmente os requerentes de países onde as convenções de nomenclatura diferem das habitualmente utilizadas em Portugal, tais como apelidos múltiplos, apelidos compostos e variações na ordem dos nomes próprios, o que pode criar discrepâncias quando a informação é transferida entre sistemas administrativos diferentes.
Orientação
As orientações aplicam-se aos pedidos de autorização de residência relacionados com a mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a outros vistos de residência, incluindo os destinados a profissionais altamente qualificados, bem como aos pedidos de prorrogação de vistos.
De acordo com o Público Brasil, os pedidos que contêm informações precisas são, geralmente, tratados mais rapidamente. A AIMA aconselhou também os requerentes a verificarem se todos os documentos exigidos foram carregados corretamente antes de enviar um pedido, salientando que o formulário de contacto online tem limites de tamanho.
Caso já existam inconsistências, os requerentes são encorajados a notificar a AIMA o mais cedo possível e a apresentar provas que demonstrem que os vários documentos se referem à mesma pessoa.
Além disso, a agência explicou que corrigir erros logo no início é considerado mais fácil do que solicitar alterações depois de o pedido ter entrado na fase de processamento.
Operação de recuperação
Este lembrete insere-se nos esforços da AIMA para melhorar a comunicação com os imigrantes através dos seus canais digitais, uma vez que tem recorrido cada vez mais às redes sociais para fornecer informações e prestar assistência aos utilizadores online, ajudando a aliviar a pressão sobre os serviços de apoio telefónico, que têm sido frequentemente criticados pelos longos tempos de espera.
A agência respondeu às queixas sobre o seu desempenho, salientando que a proporção diminuiu, apesar de um aumento significativo no número de processos em tramitação.
De acordo com dados oficiais, as reclamações representaram cerca de 0,012 % das atendidas durante os primeiros quatro meses de 2025, em comparação com aproximadamente 0,007 % no mesmo período de 2026.
A agência destacou também os progressos na sua operação de recuperação do atraso acumulado, afirmando ter tratado cerca de um milhão de processos pendentes, realizado mais de 771 000 consultas e emitido mais de 500 000 cartões de autorização de residência.
Além disso, a AIMA acrescentou que continua a melhorar os seus serviços, tendo lançado recentemente um concurso público no valor de 208 000 € para desenvolver um novo portal online dedicado aos imigrantes.
Entretanto, a agência está a recrutar 46 funcionários, incluindo 21 assistentes técnicos e 25 técnicos superiores.








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