O estudo «acompanha o desempenho dos mercados de luxo em 47 cidades internacionais, classificando Lisboa em 15.º lugar a nível mundial, com um crescimento anual de 3,4 por cento, à frente de mercados como Frankfurt, Berlim, Paris, Nova Iorque e Londres.»

Segundo Liam Bailey, Diretor Global de Investigação da Knight Frank, citado num comunicado de imprensa, «em 2021, de acordo com os dados da consultora, Portugal contava com 1 462 indivíduos com um património líquido superior a 30 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros). Em apenas cinco anos, este número aumentou 49,6 por cento. Este crescimento ultrapassa o da China, dos Estados Unidos, da França, do Reino Unido e de Espanha. Portugal continua a ser um destino de interesse para os mais abastados e ainda tem uma margem considerável de crescimento.»

De um modo geral, «o crescimento dos preços nas principais cidades de luxo abrandou para 2,0% em termos homólogos, refletindo uma fase mais seletiva do ciclo imobiliário. Tóquio lidera atualmente o ranking global, seguida de Manila, Dubai, Seul e Singapura, confirmando a crescente proeminência dos mercados asiáticos.

Para Liam Bailey, esta tendência demonstra que «o mercado residencial de luxo entrou numa fase mais seletiva. O crescimento continua positivo, mas está cada vez mais concentrado num pequeno número de mercados, sendo os fatores locais decisivos para as tendências dos preços.»