A história do Dia de S. Valentim parece ter as suas raízes num festival pagão de fertilidade conhecido como Lupercalia. Este festival era celebrado em Roma por volta do século III d.C. e promovia a saúde e a fertilidade com muitas brincadeiras animadas que, hoje em dia, causariam uma ou duas caras vermelhas...

Tal como muitas das antigas festas pagãs, a Igreja cristã primitiva fundiu os santos mártires com as tradições românticas medievais e, em 496 d.C., o Papa Gelásio declarou formalmente o dia 14 de fevereiro como o Dia de S. Valentim, em honra de Valentim de Roma, um sacerdote ou bispo executado por volta de 270 d.C. por ter ministrado secretamente aos cristãos perseguidos.

A primeira associação real do Dia de São Valentim com o amor romântico, ou com os "pombinhos", deriva de Geoffrey Chaucer. Datado de 1382, Chaucer celebrou o noivado do rei Ricardo II, de 15 anos, com Ana da Boémia através de um poema, no qual escreveu Pois isto foi no dia de S. Valentim, quando todas as aves vêm escolher a sua companheira.

Mas, claro, foi um francês que está registado como tendo enviado o primeiro bilhete de São Valentim à sua amada. Carlos, o Duque de Orleães, foi mantido em cativeiro na Torre de Londres após a Batalha de Agincourt, em 1415, e na nota que enviou à sua mulher, o duque fala do seu amor pela "minha querida Valentine".

Em 1601, o Dia de S. Valentim parece já fazer parte da tradição inglesa e depressa se tornou uma prática corrente, tendo sido publicado em 1797 um guia útil, "The Young Man's Valentine Writer" - presumivelmente porque os jovens estavam tão enamorados que não conseguiam pensar nos seus próprios versos. Mas foi só com a introdução do Penny Post em 1840 que o envio de cartões anónimos para o Dia dos Namorados se tornou acessível ao cidadão comum. E em todo o país, as tipografias começaram a produzir em massa os cartões de São Valentim que hoje conhecemos, com versos pré-preparados e bonitas imagens.

Em 1847, esta pitoresca tradição inglesa foi introduzida ao insuspeito público americano e o resto, como se costuma dizer, é história... Só nos EUA, são enviados anualmente cerca de 190 milhões de cartões de S. Valentim, que podem ter feito da Hallmark a empresa que é hoje; em todo o mundo, estima-se que o número se aproxime dos mil milhões.

Mas é claro que, com o advento da World Wide Web e das redes sociais, um novo capítulo na história de São Valentim está apenas a começar.