Segundo a empresa, após ajustamentos relativos à temperatura e aos dias úteis, este aumento foi de 3,3%.
Para este período, trata-se do «consumo mais elevado de sempre registado no sistema nacional, ultrapassando o máximo anterior, verificado em 2025, em cerca de 900 GWh», salientou.
De acordo com os mesmos dados, em junho, o consumo de eletricidade manteve esta tendência de crescimento «com um aumento anual de 3,0% (2,5% após ajustamentos para efeitos de temperatura e número de dias úteis)».
Por outro lado, no primeiro semestre do ano, no seu conjunto, «o índice de produtividade hidroelétrica registou 1,19, o índice de produtividade eólica 1,03 e o índice de produtividade solar 0,79 (médias históricas de 1)», e durante este período, «a produção renovável supriu 71% do consumo, repartida entre a hidroelétrica com 29%, a eólica com 26%, a fotovoltaica com 11% e a biomassa com 5%».
A produção de gás natural supriu 14% do consumo, e os restantes 15% corresponderam ao saldo de importações.
A REN indicou que, em junho, «as condições foram desfavoráveis para a produção hidroelétrica, com o índice de produtividade a não ultrapassar 0,54 (média histórica de 1), apesar de os níveis de armazenamento se manterem elevados».
Por sua vez, a energia eólica registou um índice de produtividade de 1,08, enquanto a energia solar apresentou um índice de 0,93 (média histórica de 1).
Na produção solar, «foi atingido o pico mais elevado de sempre, com cerca de 3 800 MW [megawatts], registado a 29 de junho».
Assim, globalmente, a produção renovável supriu 55% do consumo, a produção não renovável 12% e a energia importada 33%.
Por fim, «o mercado do gás natural registou uma diminuição de 9% em relação ao mesmo mês do ano anterior em junho, devido a uma contração de 33% no segmento da produção de eletricidade».
No segmento convencional, que inclui outros consumidores, verificou-se este mês um aumento positivo de 5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
«Em junho, o terminal de GNL de Sines abasteceu integralmente a rede nacional, com gás proveniente da Nigéria (55%), dos EUA (29%) e da Rússia (16%)», afirmou a REN.
No conjunto dos primeiros seis meses, «o consumo anual acumulado de gás natural registou um aumento global de 6,1%», mantendo-se a Nigéria e os Estados Unidos como as principais fontes de gás consumido em Portugal, representando 56% e 33% do total, respetivamente.
Por fim, «8% do gás teve origem na Rússia, enquanto os restantes 7% entraram através da interligação do gasoduto com Espanha».









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