O aumento proposto pela empresa foi determinado pela aplicação da fórmula atual, acordada com a Anatel e a Secretaria do Consumidor, e formalmente aprovada pelo governo. Trata-se de um aumento menor do que os 6,9% aplicados em fevereiro de 2025.

Num despacho publicado em Diário da República esta sexta-feira, e assinado pelo ministro dos Correios, Miguel Pinto Luz, lê-se que o Governo decidiu "aprovar os preços a aplicar aos serviços postais que integram a oferta do serviço universal", conforme notificação dos CTT de 21 de outubro de 2025. O aumento médio, calculado pela Anacom, é de 6,2%, segundo o diploma.

Na prática, segundo o diploma, esta atualização traduz-se num aumento de quatro cêntimos no preço do correio normal com peso até 20 gramas.

O aumento dos preços do correio tem em conta vários factores, entre os quais a diminuição do volume de correio. Financia o serviço universal, que é pago pelos próprios utilizadores, e inclui outros serviços prestados pelos CTT para além do correio. No entanto, este aumento representa uma subida significativa em relação à inflação de 2,2% prevista para este ano pelo Banco de Portugal no seu boletim económico de outubro.