Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que "às 17h30 era maré baixa, mas o rio já estava a transbordar".

"A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada esta manhã e, da maré alta para a maré baixa, não houve diminuição do nível do rio, pelo contrário, o nível até aumentou", sublinhou.

O comandante adiantou que "tudo o que está na zona ribeirinha também está inundado", pelo que "foi decidido evacuar esta zona da cidade devido à maré alta, que será às 00:00 de quinta-feira".

Para Tiago Bugio, estão reunidas as condições para "um fenómeno semelhante ao da passada sexta-feira, em que a inundação foi maior e atingiu uma altura mais elevada".

Nos últimos dias, à medida que a água foi baixando na baixa da cidade, começaram os trabalhos de limpeza e "algumas pessoas que tinham sido evacuadas, por precaução, regressaram às suas casas", recordou.

Agora, com a ordem de evacuação, "não há necessidade de retirar ninguém" dos pisos térreos, ocupados maioritariamente por "lojas, bancos, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais".

"As pessoas vivem nos pisos superiores dos edifícios. Foram avisadas, mas até agora ninguém quis sair", disse à Lusa, sublinhando que "ninguém pediu apoio às autoridades" para abandonar as suas casas, embora admita que "se alguém saiu, foi para casa de familiares".

Os trabalhos de limpeza foram entretanto interrompidos, acrescentou, e as autoridades estão no local a acompanhar a situação, nomeadamente a subida do nível do Sado.

"As perspectivas são um pouco pessimistas para a próxima manhã, porque pensamos que a cheia vai aumentar", estimou.

Atualmente, acrescentou o comandante sub-regional, "há sete barragens a descarregar no rio Sado", concretamente as barragens de Vale de Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.