No documento sobre a Operação verão IATA 2026 da SATA, a que a agência Lusa teve acesso, o grupo de aviação açoriano refere que o programa das duas companhias do grupo para a época alta será "focado, sobretudo, no reforço das ligações entre Portugal Continental e os Açores", além de manter "ligações consistentes para a América do Norte".

De acordo com a administração da SATA, o "planeamento privilegia a utilização eficiente dos recursos, assegurando uma operação sustentável e assente na complementaridade" entre a Azores Airlines (que liga a Região ao exterior) e a SATA Air Açores (responsável pelos voos inter-ilhas).

As duas companhias aéreas vão assegurar "mais de 800 voos semanais com origem/terminação" no arquipélago, define o documento, destacando o aumento das ligações entre Ponta Delgada/Lisboa, Lisboa/Terceira e Porto/Ponta Delgada.

"Para concentrar a capacidade nas rotas mais populares, o grupo não retomará as rotas com menor desempenho, direcionando os recursos para o mercado doméstico. No que respeita às ligações inter-ilhas, a oferta será semelhante à do verão 2025, com reforços pontuais em rotas que tradicionalmente apresentam taxas de ocupação acima dos 90%", resume a administração.

De 29 de março a 31 de outubro, a Azores Airlines vai operar cerca de 270 voos semanais de e para os Açores, em 20 rotas, utilizando nove aeronaves, com "75% da capacidade dedicada ao mercado doméstico".

A SATA não vai retomar as rotas Ponta Delgada/Milão e Ponta Delgada/Bilbau, mas vai reforçar as ligações anuais de Ponta Delgada a Paris e Barcelona e retomar a ligação sazonal a Frankfurt.

De acordo com a operação, a primeira sob a nova direção da SATA, a América do Norte será um "mercado estratégico", prevendo-se um aumento de voos para Boston, Toronto, Nova Iorque e Montreal.

A SATA Air Açores, que prevê acrescentar mais um avião Bombardier Q400 a partir de junho, vai operar 16 rotas com sete aviões e aumentar os voos de Ponta Delgada para o Pico, Horta e Flores "devido às elevadas taxas de ocupação" em 2025.

O conselho de administração da SATA sublinha ainda que não está prevista a utilização de ACMI (aluguer de aeronaves com tripulação) durante a época alta, por ser uma situação que só pode "ocorrer para mitigar irregularidades operacionais e garantir a continuidade dos serviços de transporte aéreo na região".

Tiago Santos assumiu a presidência do conselho de administração da SATA a 1 de janeiro, após a saída de Rui Coutinho, que se demitiu em dezembro.

A mudança na gestão da SATA surge numa altura em que está em curso o processo de privatização da Azores Airlines.